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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Filme: Emma.

Quando Jane Austen escreveu este livro, sua última obra completa publicada, ela disse que escreveu uma personagem que "ninguém além dela gostaria". De fato, Emma não é a minha obra favorita de Jane Austen (esta é Orgulho & Preconceito), mas também não é a que menos gosto (esse posto fica com Mansfield Park). Afinal, Emma tem o seu encanto.

A versão de Emma de 2020 é estrelada por Anya Taylor-Joy no papel principal.
A mesma personagem já foi vivida no passado, em outras adaptações por Gwyneth Paltrow (1996) e Romola Garai (2009, pela BBC). Se você considerar obras com um tom mais moderno e muita licença poética, há também a versão de Alicia Silverstone (As Patricinhas de Beverly Hills) e de Agatha Moreira (versão brasileira, novela da Globo: Orgulho & Paixão).

Quando vi pela primeira vez o trailer de Emma., no ano passado, imediatamente não gostei. Pelo trailer me pareceu que era uma adaptação de comédia muito pastelona. O filme, de fato, é classificado como comédia romântica, mas me surpreendi por ser bem mais fiel à história e ao estilo de Jane Austen do que eu poderia esperar!


Sinopse do filme:

Bonita, inteligente e rica, Emma Woodhouse é uma abelha rainha inquieta em sua pequena cidade natal. Em busca de emoções, ela se aventura por decisões equivocadas e erros românticos até encontrar o amor que sempre acreditou estar ausente em sua vida.

Logo no início do filme tive a sensação de que seria muito difícil assisti-lo até o final, pois Emma se mostra de imediato uma personagem irritante, acostumada a ser servida e adorada por todos. Aos poucos a personagem vai se mostrando cada vez mais humana e até mesmo capaz de perceber e assumir seus erros. O oposto do intragável Mr. Elton. Nesse processo - de aprender a enxergar os próprios defeitos - ela é auxiliada por Mr. George Knightley.

sábado, 3 de maio de 2014

O 1º Parágrafo

Há muito tempo - muito mesmo - tenho uma história em mente que não consigo botar no papel de jeito nenhum. Já vi em alguns sites com dicas de escrita criativa que os autores costumam gostar de tudo que escrevem. O que acontece comigo é o exato oposto: eu sempre acho que está ruim. Muito ruim! E por isso nunca consigo continuar e muito menos mostrar o que fiz para qualquer pessoa. Sempre acho que não é bom o suficiente. O máximo que já fiz, uns 10 anos atrás, foi publicar 4 fanfics de Harry Potter em um site já extinto. Sendo duas curtas de 1 capítulo apenas e 2 longas que nunca terminei. Nem preciso dizer que achei as quatro horrível (um dos motivos de não ter terminado), mesmo recebendo comentários positivos por e-mail na época.

Mas... eu ainda persisto em tentar colocar as ideias no papel. E um dos exercícios que faço às vezes é ler o 1º parágrafo de diversos livros, bons ou ruins, de diferente gêneros (embora a maioria sejam dos meus preferidos: fantasia, aventura e distopia) e até mesmo de livros que comprei mas nem pude ler ainda (é o caso de alguns que estão abaixo). Isso porque começar é uma das minhas principais dificuldades.

Hoje fui um desses que resolvi tentar de novo. E resolvi também compartilhar aqui no blog esse exercício. Então, por isso vou postar aqui o 1º parágrafo de vários livros que tenho. Não gosto de todos, mas não vou separar entre os que eu achei "bom" e os que eu achei "ruim" porque não quero nenhum fanboy vindo aqui criar confusão à toa.

Lá vamos nós: