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domingo, 6 de dezembro de 2020

Livro: Harry e Seus Fãs (e um pouco das minhas próprias memórias de fandom)

A maior parte desse post foi escrito em 07 de Abril de 2018, após eu ter lido o livro.
Porém eu não o havia terminado, por isso não publiquei. Então estou fazendo os adendos necessários agora e publicando em 2020:

Melissa Anelli. Um nome que eu deveria conhecer? Aparentemente sim. Mas até ver a capa desse livro alguns anos atrás (confesso que não lembro se foi online ou em livraria) eu não fazia ideia de quem se tratava e continuei ignorante até ler o livro este ano. Foi mais um desses que ficou um loooongo tempo na minha estante esperando a sua vez na minha longuíssima fila de leitura.
Mesmo não conhecendo a autora, a ideia de ler esse livro me interessou por contar em detalhes a história do fandom, do fenômeno Harry Potter o que, de certa forma, é parte da minha própria história.

Melissa se tornou a líder de um site chamado Leaky Cauldron, que postava notícias sobre Harry Potter. Isso na época que os livros de HP ainda estavam sendo lançados, que eu particularmente chamo de "A Era de Ouro do Fandom" de Harry Potter. Alguns minutos atrás, antes de começar a escrever este post fui dar uma olhada no site (continua ativo) que aparentemente foi tão importante e famoso (segundo a própria autora e 'dona' do site), mas que eu na mesma época nunca ouvi falar. Já o MuggleNet era um nome que eu via com frequência na época. Nunca tinha entrado nele porque na época eu não sabia inglês, mas era sempre citado nas discussões dos fóruns ou quando uma notícia vinha para sites brasileiros com frequência citava o MuggleNet como fonte. Guarde esses nomes, pois boa parte desse livro gira em torno desses 2 fã sites americanos.

No ano passado resolvi reler todos os livros de Harry Potter (fiz as pazes com os 6º e 7º livros nessa releitura) e como de costume, ao terminá-los, reli a Biografia da J. K. Rowling que é, para mim, uma fonte de inspiração que sempre me ajuda em momentos de desânimo total. Foi o último livro que tive tempo de ler em 2017. Então, em janeiro iniciei Harry e Seus Fãs.

domingo, 29 de novembro de 2020

Filme: Coringa (Joker)

 Este será um post SEM spoilers!

Como perdi esse filme quando estreou nos cinemas no ano passado, só consegui assisti-lo em Setembro deste ano (2020).

Joker é um filme que não foi superestimado nas críticas de fãs e de especialista, porque realmente é um filme incrível!

Uma das coisas que mais gostei foi mostrarem que o famoso Thomas Wayne estava bem longe de ser um santo, como muitas vezes parece ter sido retratado antes. Há cenas em que ele age de uma maneira bastante imbecil, insensível e totalmente egoísta e mesquinho. O que faz muito sentido se pararmos para pensar, afinal, ele é o homem mais poderoso e mais rico da cidade mais corrupta da ficção!

Também faz sentido pensarmos que a visão que tivemos até hoje de Thomas como alguém de reputação impecável, acima do bem e do mal, é - na verdade - a visão de um garoto que ficou órfão aos 12 anos de idade. Era a memória idealizada que Bruce Wayne manteve do pai, que sempre o tratou bem. Para o pequeno Bruce, Thomas parecia um herói... já para a população de Gotham e outros que lidavam diariamente com ele...

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Filme: Star Wars - Ep VIII - Os Últimos Jedi

 Em 21 de Dezembro de 2017 eu postei em uma página do Facebook a minha opinião sobre este filme SEM SPOILERS. E em 28 de Dezembro de 2017 eu postei a minha opinião neste mesma fanpage COM SPOILERS. São posts realmente MUITO longos e eu vou juntar os 2 aqui no Pereus agora. Achei relevante trazê-los considerando-se que a Disney + / Disney Plus está estreando no Brasil trazendo em seu catálogo as suas produções (que eu chamo de fanfilms de luxo) de Star Wars e quem não teve a oportunidade de assistir o filme na época, poderá ver agora.

Eu já havia feito aqui no blog uma resenha do Ep. VII - O Despertar da Força - se quiser conferir é só clicar no link.

Pela primeira vez desde que me tornei fã, eu NÃO fui assistir um filme de Star Wars no cinema na estreia. Até mesmo The Clone Wars eu fiz questão de ir assistir na estreia. O motivo (de não ir no Ep. VIII) foi o imenso desgosto causado pelo Ep VII – O Despertar da Força. Eu ainda fui na estreia de Rogue One, que foi maravilhoso e valeu a pena... Mas considerando que Últimos Jedi era a continuação direta de Despertar, eu não tinha grandes esperanças de que valeria a pena! Porque por melhor que fossem as intenções do roteirista e do diretor, ainda seria necessário seguir coisas que foram estabelecidas em Despertar da Força, de modo que nem tudo poderia ser consertado. Até certo ponto, os responsáveis pelo Ep VIII estariam de mãos atadas. E esse é o “problema” de continuações desse tipo: o filme NÃO PODE ser analisado isoladamente, porque ele está irremediavelmente preso ao que veio antes... e, ao mesmo tempo, foi por não respeitar esse atrelamento ao passado da saga, que o Ep VII – The Force Awakens causou todo o problema para esta atual Trilogia Disney.

Pois bem, começou o filme e imediatamente me vieram lágrimas aos olhos. Não por emoção, mas de tristeza. Justamente por saber que nunca mais eu sentiria aquela grande emoção ao ver um novo Star Wars no cinema. Pode até não fazer muito sentido, mas foi como eu me senti! Todos os filmes feitos após a compra pela Disney são e continuarão sendo apenas fanfilms de altíssimo orçamento! Pra mim, isso não é Star Wars de verdade! A vantagem de ir com uma expectativa tão, mas tãããããooo baixa é que “o que vier é lucro”! Eu esperava algo muito pior do que o que eu vi. Chegou mais perto de PARECER uma história digna de SW (apenas parecer). De modo que, para mim, foi menos ruim que o Episódio VII.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Filme: Mulan (live action)

 A Disney + (Disney Plus) finalmente estreou no Brasil há alguns dias e, com ela, veio a sua mais recente produção: Mulan. O novo live action baseado em um dos clássicos de animação do estúdio. O filme já estreou rodeado por 3 polêmicas:

=> Como era de se esperar - e no mesmo estilo dos outros live action de clássicos - não é 100% fiel ao desenho original.

=> A tentativa (fracassada) de estrear nos cinemas em meio à pandemia.

=> E a mais grave de todas: as acusações contra a Disney sobre ter filmado em um estado chinês que mantém campos de concentração. É isso mesmo, você leu certo: em pleno 2020 ainda tem campos de concentração em algum lugar do mundo.

Você pode pesquisar melhor sobre as duas últimas polêmicas que citei acima na internet para decidir se vai assistir o filme ou não, mas nesse post vou me concentrar em resenhar o filme em si que, claro, já assisti! ("claro", porque eu não teria como comentar sem ter assistido, né...).

Não se preocupe, este post NÃO terá grande spoilers.

Assim como os live actions anteriores (Cinderela, Aladdin, Malévola, A Bela e a Fera) é um filme visualmente maravilhoso, feito para encantar enchendo os olhos.

sábado, 21 de novembro de 2020

Romances de Época e Romances Hot

 Não dá para acreditar que o último post deste blog foi em Novembro de 2016, 4 anos atrás! Eu nunca deixei de acessar o blog, pensar no blog e de atualizar meu Censo Literário aqui. Mas por algum (ou melhor, provavelmente muitos "alguns") motivo eu não me sentia mais motivada a fazer os posts de hábito. De lá para cá MUITA coisa mudou. Por exemplo, já mudei de casa 2x e estou prestes a me mudar novamente. E tanta coisa aconteceu de lá para cá que hoje me sinto uma pessoa diferente em muitos aspectos. Não 100% diferente, claro... mas mudanças foram imprescindíveis!

E uma outra grande mudança foi nas minhas preferências de leitura, como dá para perceber no meu Censo Literário. Não é que o gênero Fantástico tenha deixado de ser meu favorito, muito pelo contrário! Mas eu tive um período de grande dificuldade, de depressão profunda em 2018 e não andava com ânimo para fazer nada... nada mesmo! E onde eu estava morando (no meio do mato) não tinha nada para me ajudar a reagir também! Foi aí que, meio sem querer, caiu nas minhas mãos um livro de Romance de Época. Não sei explicar o que me compeliu a dar uma chance pela primeira vez, mas eu dei. Me apaixonei primeiro por aquela autora específica. Quando não encontrei mais livros dela, comecei a procurar livros de outras autoras. E acabei totalmente envolvida por esse gênero até hoje!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Falecimento: Robin Williams

Assim como muita gente fui pega de surpresa no início da noite com a notícia do falecimento de Robin Williams. Poderia dizer, novamente, que morreu MAIS uma parte da minha infância (e adolescência).

Acho que quase todo mundo da minha geração - e talvez das seguintes - cresceu vendo seus lindos e engraçados filmes. Para mim, os que mais marcaram foram Jumanji (o 1º filme, que me lembro de ter visto, a usar e abusar de efeitos visuais e por isso mesmo me deixar fascinada. Hoje os efeitos são extremamente toscos comparados aos filmes atuais) e O Homem Bicentenário (principalmente esse). Não estou dizendo que foram os melhores que ele fez, mas são os que me marcaram por algum motivo especial.




sexta-feira, 25 de julho de 2014

Universo Jedi: Política

Já faz um tempo quero iniciar aqui duas novas categorias: Universo Potteriano (inclusive tenho um post praticamente pronto que já era para ter publicado) e Universo Jedi. Essas duas categorias serão para discutir temas inerentes à cada saga. A ideia é falar de coisas de dentro do universo, de como ele funciona, seus personagens, espécies, etc e tal... Não é para falar sobre produção, direção, atores, notícias, rumores... enfim, o mais do mesmo.
Pode ser que mais para frente eu faça algo semelhante sobre a obra de Tolkien - pois estas 3 são as minhas favoritas, empatadas em 1º lugar e como já dediquei muito tempo à elas, posso dizer que entendo bastante do assunto -, mas ainda não me sinto preparada para isso. Por enquanto, me manterei falando em posts específicos de Star Wars e Harry Potter apenas.

Esse post eu escrevi originalmente para esclarecer as dúvidas de uma pessoa que não tinha conseguido entender bem a política galactica apresentada na Nova Trilogia de Star Wars para explicar como e porquê a República democrática se transformou no horrível Império que vemos na Trilogia Clássica. É uma dúvida bem comum e, como o texto já estava pronto, resolvi começar por ele.
A maioria das pessoas que curtem - e até os que são fãs mesmo - se interessam muito mais pela ação (batalhas) e pelas organizações de poder prático (no caso de Star Wars, os Jedi e os Sith, por exemplo). Mas eu sempre gostei igualmente das nuances, daquilo que fica nas entrelinhas, subentendido. Daquele detalhe ao qual ninguém dá atenção, mas que é o que faz a história chegar ao rumo em que está.



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Valfenda em Requiem? (Episódio Final de Caverna do Dragão)

Uma das coisas que bombou o Facebook dos nerds essa semana foi a publicação de uma HQ brasileira feita a partir do roteiro original do criador da série animada Caverna do Dragão para o final (verdadeiro) da mesma! O roteiro nunca foi ao ar, de modo que, como todos sabem, ficamos em um limbo de décadas de especulações (a maioria absurdas!).

Esse roteiro já rodava por aí há muito tempo, mas eu nunca o tinha lido por ser em inglês.
Algumas pessoas reclamaram porque essa era uma publicação 'antiga' do site Jovem Nerd. Eu não vejo problema nenhum na HQ voltar a virar notícia. Acho que quanto mais divulgação, melhor!

Eu vi pelo NerdPai - que como sabem eu acompanho há um tempo - que por sua vez teve como fonte o FailWars. Pra mim foi ótimo, pois eu ainda não tinha visto.

Mas aí meu caro colega orc Snaga (do Covil do Orc) - e tinha que ser mesmo um orc pra reparar nisso - me alertou para o roubo descarado de uma ilustração de Ted Nasmith de Valfenda.
Ted é um dos famosos ilustradores da obra de Tolkien.
Eu conheço várias destas ilustrações, mas não lembrava de todas de cabeça, então o santo Google Imagens me salvou. Eu esperava algo muito parecido, mas não algo EXATAMENTE igual.

O que me resta é a pergunta: foi plágio ou homenagem ou referência?
Sim, a pergunta é válida a meu ver, porque até onde eu sei a obra de Tolkien foi a grande inspiração para a criação das histórias de D&D. Não sou nenhuma expert no assunto, mas sempre ouvi a respeito disso.

Bom, aí vai a ilustração original e a última página da HQ. Tirem suas próprias conclusões:


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Filme: Homem de Aço

Como eu não sei por onde começar, então começarei pelo início. 


Mas antes preciso esclarecer que AMEI TOTAL E COMPLETAMENTE este filme. E o post, pra variar, vai ser gigante! (Se quiser pule para a parte onde falo sobre o filme especificamente... estará sinalizado!)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Livro: Morte Súbita

Se você estiver pensando em comprar e/ou ler este livro apenas por causa do nome de sua autora, PARE E LEIA ESTE POST

Tentarei fazê-lo com o mínimo possível de spoilers e ao mesmo tempo alertar aos desavisados sobre o que realmente esperar deste livro!

ESQUEÇA os adolescentes bem comportados, os professores sábios, os pais carinhosos e compreensivos. Esqueça as atitudes nobres, esqueça as amizades inabaláveis. Esqueça as aventuras deliciosas, esqueça as risadas contagiantes e até mesmo os vilões minimamente respeitáveis.
ESQUEÇA "o bem sempre vence o mal" e esqueça a ideia de "final feliz".

Pegue o ódio, o orgulho, o rancor, a vaidade, a frustração, a arrogância, a estupidez, a rivalidade, o preconceito e principalmente a mesquinharia de personagens como os Dursley, os Malfoy, Dolores Umbridge, Snape (sem hipocrisia), Quirrel, os Crouch,  Bellatrix & Cia e multiplique por 1.000 vezes no mundo real e você terá uma vaga ideia do que trata Morte Súbita.


Aliás, a palavra que melhor define o enredo de Morte Súbita é MESQUINHARIA.

Eu aposto que você não irá gostar de NINGUÉM. No máximo, como eu, vai sentir alguma compaixão por um ou outro.

Morte Súbita não é Harry Potter e nem passa perto.
E não se engane: a definição "romance adulto" NÃO significa romantismo, amor, casal, shipper fofo, alegria, felicidade!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os derivados de Harry Potter


Um tempo atrás descobri a existência de duas "obras" (ilegitimamente) ligadas a Harry Potter no mínimo polêmicas.

Acho que todo mundo sabe o que é fanfic e quase todo fã já escreveu ou leu pelo menos uma. Nenhum problema com isso! É natural, divertido e saudável. Mas deixa de ser quando o(a) autor(a) de uma fanfic começa a se achar tão importante quando o(a) autor(a) da saga original e começa a se dar status de co-autor(a) deste universo. É o cúmulo da falta de ética.

Já até sei, antes de prosseguir, que vão me mandar ler as duas "obras" em questão antes de criticar.
Vejam, minha crítica não é à escrita em si. Isso é ser fã e escrever fanfic. Embora exista muita fanfic ruim por aí, não há problema nisso.

O problema, a MEU ver é quando o autor da fanfic se acha no direito de usar um universo que não lhe pertence para lucrar, seja financeiramente, seja para ser reconhecido "profissionalmente".

Então, minha crítica é à atitude de G. Norman Lippert e de Renata Ventura.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Que tal sermos apenas HUMANOS?


Esse assunto foge um pouco do que costumo postar, mas como sempre quando algo me incomoda eu preciso desesperadamente FALAR, como inquieta que sou!

Durante algum tempo (anos tenebrosos e recentes que prefiro nem lembrar) eu participei desse "universo" feminino de análise comportamental amadora. Como assim? Sabe aqueles blogs que ficam discutindo relações incansavelmente again, and again, and again, and again...? Aqueles posts com sinais e dicas infalíveis sobre o sexo oposto...? E nem vou falar das revistas, até porque essas pegaram um curtíssimo tempo da minha adolescência, bem antes dessa fase.

O motivo de eu ter entrado nessa onda é simples: quando você está numa enorme confusão, qualquer suposta "solução" ou resposta é lucro... Exceto pelo fato que com o tempo você nota que está servindo pra te confundir MAIS ainda do que pra esclarecer.
É preciso aceitar o fato que: 1º algumas pessoas simplesmente NÃO PRESTAM e 2º algumas coisas não darão certo NUNCA e não tem conserto! Não insista!



Mas o que quero dizer mesmo com esse post é que cada vez acho MAIS errado julgar comportamentos e atitudes como pertencentes a este ou àquele sexo.
"Homens gostam de caçar", "Mulheres gostam de ser conquistadas", etc...

A grande verdade é que cada pessoa é de um jeito diferente, pois seu comportamento não é definido APENAS pelo sexo ao qual pertence, mas por uma série de fatores que criam INFINITAS possibilidades, como: onde nasceu, como é sua família, onde e como foi criado, idade, nível de maturidade, interesses e gostos, influência de amigos, locais que frequenta, geração à qual pertence, cultura, religião, valores e princípios que segue, caráter, etc...

domingo, 19 de maio de 2013

Não gostou, não diga nada? Oi?


Fenômeno bem típico da atualidade, embora não exista só nos dias de hoje.
É uma coisa que me incomoda desde sempre, mas às vezes surge com mais relevância.

As pessoas não sabem lidar com críticas, especialmente no Brasil. Isso é FATO!
Seja uma crítica a elas próprias, ao que elas fazem ou, muito pior, ao que elas gostam.
Não vou fingir que lido super bem com isso, mas estou sempre refletindo sobre meus defeitos afim de melhorá-los.

Não sei de onde surgiu essa louca filosofia de: "se não gostou não critique, não fale mal, não diga nada..." Oi?
Como é que alguém ou algo pode melhorar se acha que está sempre certo, bom, perfeito?

Só eu acho que isso é típico de uma sociedade formada por gente extremamente MIMADA que não aceita, em hipótese alguma, ter seu comportamento, feitos ou gostos contrariados???

Mimada sim, pois é fruto de um enorme EGO que só aceita elogios.

Mais comum ainda é esse fenômeno dentro dos fandons...
A pessoa assume uma crítica aos seus gostos como uma crítica (ou ofensa) pessoal. Ela não sabe separar a obra de adoração de si própria.
Fenômeno semelhante (e mais forte e perigoso) acontece com futebol, política e religião (por isso temos essa cuRtura de não discutir esses assuntos no Brasil). Experimente falar e, principalmente apontar os defeitos, do partido ou da religião da pessoa e espere por uma 3ª Guerra Mundial em pequena escala, ou também conhecida por "tempestade em copo d´água".

Agora, o que a maioria não enxerga é que, sem debate não há evolução (seja da sociedade ou do indivíduo). Não vou aqui falar de filosofia e teorias de retórica que eu não domino o assunto e assumo isso. Ter curiosidade é bem diferente de ser especialista.
Mas pegarei o exemplo de Galileu Galilei, que optou por dizer a verdade do que achava / acreditava, mesmo conhecendo (e enfrentando) as piores consequências!
E se os cientistas, todos da história, não tivessem tido a coragem de falar publicamente sobre seus trabalhos, teorias e conclusões, ainda estaríamos achando que a Terra é plana e todo o universo é que gira em torno dela.
Claro que estou falando de casos com embasamento científico.

NÃO ESTOU ME COMPARANDO À ELES, ESTOU FALANDO DA IMPORTÂNCIA DO DEBATE QUE SEMPRE COMEÇA QUANDO ALGUÉM DISCORDA PUBLICAMENTE E ENFRENTA UM TABU.

domingo, 5 de maio de 2013

Filme: O Preço do Amanhã


Hoje trago uma dica legal: o filme O Preço do Amanhã.
Ou, em inglês, In Time = Em Tempo (acho esse nome mais legal, btw) é um filme distópico de 2011 que teve pouca visibilidade (até onde eu sei).
É uma distopia futurista, porém diferente das outras em um aspecto: o ponto central aqui não é o sistema governamental. Aparentemente, não há um ditadura. Está mais para um Robin Hood moderno.

Aqui tempo é dinheiro! Literalmente!!!
É até meio confuso de entender no início, mas dá pra ir se acostumando com a ideia desse sistema ao longo do filme. E vou explicar o sistema porque isso é dito logo no início do filme e não considero um spoiler. Pelo contrário, vai ser até útil para entender as primeiras cenas logo de cara.

Num futuro que não me pareceu muito distante a humanidade descobriu a chave da imortalidade. Porém, entretanto, contudo... nem todos podem ser imortais, só os milionários. Neste futuro temos um sistema cruel que usa uma justificativa em comum com a de Jogos Vorazes: Esperança.

Além de descobrir como viver para sempre, também descobriram como não envelhecer. Então, todos são geneticamente modificados para parar de envelhecer aos 25 anos.
Imagine ter 25 anos (fisicamente) pelo resto da vida?
Sei que muita gente vibraria se isso fosse possível, até que note como isso pode ser perturbador. Imagine olhar para uma família e não conseguir distinguir os mais velhos dos mais novos, quem são os avós, os pais e os filhos.

Todos tem um grande relógio digital implantado na pele do braço esquerdo que mostra quanto tempo a pessoa tem de vida. Esse relógio só passará a funcionar quando você fizer 25 anos. Isso significa que só então você passará a poder gastar seu tempo como moeda e também significa que você nunca mais envelhecerá. Embora uma pessoa possa viver muitas eras, é possível morrer das causas comuns - excluindo doenças - como: tiros, afogamento, overdose, etc... Portanto, é melhor ser bastante cauteloso se não quiser desperdiçar seu tempo em uma morte estúpida.

O problema é que você tem que pagar suas contas com seu tempo de vida.

domingo, 28 de abril de 2013

Filme: Homem de Ferro 3 (Único e Verdadeiro Stark)


Estava tão animada para assistir que até pintei as unhas de dourado e vermelho, hahah... e olha que detesto esmalte vermelho!
Como já disse antes, NÃO ACOMPANHO HQs... então tudo pra mim é novidade.

ATENÇÃO! CUIDADO: MUITOS SPOILERS!!!

Eu já tinha lido por aí, na internet meses atrás, alguma coisa sobre o projeto Extremis e sobre Tony poder controlar eletrônicos mentalmente. E, além disso, algo me dizia que o Mandarim é um vilão verdadeiro, embora eu não tenha lido nada a respeito.

Logo, é fácil imaginar que saí do cinema meio confusa. Tanto que, se por um lado foi o único que consegui pensar de forma coerente no que escrever já no dia seguinte (queria tanto ter escrito sobre Os Vingadores, mas não consegui), por outro eu precisei ler outras resenhas mais especializadas em HQs para me situar (todas com spoiler, claro.... afinal, eu já assisti).

Mas comecemos do início: eu saindo de casa desesperada às 19h, sabendo que a sessão começaria às 19h20 e ainda teria que comprar o ingresso. A próxima sessão 2D, legendado, era tarde demais pra mim.
Ir a pé, fora de cogitação. Mas e se o busão demorasse? Felizmente ele tava passando bem quando cheguei no ponto... aliás, quase o perdi e tive que correr um pouco ao lado dele até o gentil motorista me ver.
Como devia ter imaginado: fila gigante pra comprar o ingresso.
Cheguei às 19h15 no Vale Sul e consegui entrar na sala às 19h30.

Detesto perder os trailers, mas tudo bem... o Ferroso vale a pena.
Calculei que normalmente a sessão atrasa uns 2 ou 3 minutos pra começar + 10 minutos de trailer... calculei errado. Entrei na sala, o filme já tinha começado. Mas creio que perdi pouca coisa.

sábado, 30 de março de 2013

Dia / Mês da Mulher

Esse texto eu escrevi para obviamente publicar no dia 8 de Março, mas tive tanto problema com a internet aqui esse mês que não foi possível. Então, vai o post atrasado mesmo que eu também já publiquei em outro lugar:

Normalmente eu não comemoro Dia Internacional da Mulher... é um dia que passa como qualquer outro para mim.
Porém, pela 1ª vez estou passando esse dia com um sentimento específico, porém é um sentimento negativo, de tristeza, decepção e chateação.
Por esse motivo decidi postar esse texto.

Não vou me estender contando a origem da data, pois creio que com tanta repetição todo ano todos já saibam, ou deveriam saber. E quem não sabe, procura no Google, que é o novo "pai dos burros" (sem ofensa, é só uma referência ao apelido dos finados dicionários).

Tenho pena e vergonha alheia de toda pessoa - mas principalmente das próprias mulheres - que pensam que as conquistas femininas conseguidas no último século tinham por objetivo o direito de fazer merda por aí.
E tenho nojo de homens que vem com o esdrúxulo argumento de "não queriam direitos iguais? Agora aguenta...", usado geralmente como desculpa para suas grosserias. Ou essa gente é mesmo burra ou tem muita preguiça mental!!!

Pra quem não sabe a luta por direitos iguais significava - e significa:

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Max e os Felinos X Life o Pi

Acabei de ver isso no FB e fiquei indignada, sinceramente!


Quando vi o trailer de "As Aventuras de Pi", não me interessei muito em ver no cinema. Aí teve tanto falatório em cima do filme que comecei a querer assistir, mas já era tarde demais: tinha saído de cartaz. Resolvi então esperar o DVD.

Daí um amigo posta isso e meu queixo caiu:


A polêmica de Pi
Um jovem judeu foge da Alemanha nazista para o Brasil em um navio, que naufraga. O rapaz se salva em um bote com um jaguar que também estava no navio...
Um jovem indiano, filho de um dono de zoológico, emigra com os pais para o Canadá, o navio naufraga e ele se salva num bote, junto com um tigre de bengala.
Aqui as semelhanças não são meras coincidências.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fantasia: "Infantil" x "Adulta"

Esse é um daqueles posts em que faço um compilado de assuntos e comentários que fiz em outros cantos da internet, que acabo trazendo para cá por achar pertinente e relevante. Aviso de antemão que baterei novamente em algumas teclas chatas e que fui mais informalmente ácida do que costumo ser aqui.


Tudo começou quando um amigo postou esse texto de C. S. Lewis (eu confio que seja de fato dele):

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

ABF: Inverno das Fadas

Eu pretendia começar 2013 lendo o legendarium de Tolkien, seguindo o cronograma que tinha estabelecido para 2012 e não consegui concluir. Mas resolvi antes ler este livro da autora Carolina Munhóz para continuar este meu projeto de Autores Brasileiros de Fantasia e Ficção (ABF).

Este livro - sua capa - me chamou atenção primeiramente quando fui a São Paulo. Sempre que desço na Rodoviária Tietê dou uma parada na Super News (acho que é esse o nome) que foi, aliás, em situação semelhante que vi pela primeira vez Eragon em uma bela edição.
Então, lá estava a capa de Inverno das Fadas que me chamou a atenção e me agradou especialmente quando vi que a autora era brasileira. Lá foi mais um livro pra minha longa lista.

Aí um dia desses vi justamente Carolina Munhóz no programa Encontro da Globo de manhã, totalmente por acaso já que raramente vejo TV neste horário. O tema aliás era bullying, tema que me interessa muito e provavelmente foi por isso que parei pra assistir aquele dia. Aí então eu decidi que leria o mais breve possível.

Tenho muita curiosidade de ler os livros desta nova geração de autores de Fantasia brasileiros, já que o gênero de fantasia nunca foi forte entre autores nacionais e eu mesma fiz parte, por muitos anos, de uma comunidade de pessoas que pretendiam escrever Fantasia nacional.

Ganhei então o livro de Natal - sim, eu escolhi, não foi coincidência - e ao pegá-lo para ler esta semana tive uma agradável surpresa ao ler a orelha do livro. Descobri que ela também pertence à geração mais antiga de fãs de Harry Potter e, ainda por cima, é da equipe do Potterish. No passado eu não frequentava o Ish e nunca tive muita amizade com o pessoal de lá - nem sequer sei o nome dos editores -, mas passei a frequentar de uns 2 anos para cá. Portanto, foi diferente do que aconteceu com Cassandra Clare cujo nome eu reconheci, embora não recordasse de onde (e demorou pra cair a ficha. Pra quem não sabe: Draco Dormiens), quando vi seu livro numa vitrine. 

E aí, comecei a ler o livro.
Sabe quando você tem vontade de tacar o livro na parede de raiva? Então...

sábado, 3 de novembro de 2012

Pode chamar do que quiser... eu chamo de BOM SENSO!

Tem uma coisa que decidi eliminar da minha vida: ler apenas por curiosidade.
Isso acontece muito hoje em dia. Se algo faz MUITO sucesso, mesmo tendo uma crítica deplorável - inclusive por parte daqueles que já leram como público comum e não profissionais da área - a maioria das pessoas resolve ler. Os termos utilizados geralmente são: para tirar a prova, criar minha própria opinião, ver se é tão ruim assim mesmo... etc... Não importa a desculpa, isso resume-se em uma palavra: CURIOSIDADE! Pura e simples... Se for polêmico então...

O problema é que isso faz aumentar o ibope do que não presta. Você pode não ter gostado, mas comprou, leu, assistiu, baixou... E nas estatísticas o que vale são os números. A quantidade, em detrimento da qualidade, define um sucesso atualmente (ou um fenômeno, como adoram dizer).