Quando Jane Austen escreveu este livro, sua última obra completa publicada, ela disse que escreveu uma personagem que "ninguém além dela gostaria". De fato, Emma não é a minha obra favorita de Jane Austen (esta é Orgulho & Preconceito), mas também não é a que menos gosto (esse posto fica com Mansfield Park). Afinal, Emma tem o seu encanto.
A versão de Emma de 2020 é estrelada por Anya Taylor-Joy no papel principal.
A mesma personagem já foi vivida no passado, em outras adaptações por Gwyneth Paltrow (1996) e Romola Garai (2009, pela BBC). Se você considerar obras com um tom mais moderno e muita licença poética, há também a versão de Alicia Silverstone (As Patricinhas de Beverly Hills) e de Agatha Moreira (versão brasileira, novela da Globo: Orgulho & Paixão).
Quando vi pela primeira vez o trailer de Emma., no ano passado, imediatamente não gostei. Pelo trailer me pareceu que era uma adaptação de comédia muito pastelona. O filme, de fato, é classificado como comédia romântica, mas me surpreendi por ser bem mais fiel à história e ao estilo de Jane Austen do que eu poderia esperar!
Sinopse do filme:
Bonita, inteligente e rica, Emma Woodhouse é uma abelha rainha inquieta em sua pequena cidade natal. Em busca de emoções, ela se aventura por decisões equivocadas e erros românticos até encontrar o amor que sempre acreditou estar ausente em sua vida.
Logo no início do filme tive a sensação de que seria muito difícil assisti-lo até o final, pois Emma se mostra de imediato uma personagem irritante, acostumada a ser servida e adorada por todos. Aos poucos a personagem vai se mostrando cada vez mais humana e até mesmo capaz de perceber e assumir seus erros. O oposto do intragável Mr. Elton. Nesse processo - de aprender a enxergar os próprios defeitos - ela é auxiliada por Mr. George Knightley.






