terça-feira, 17 de novembro de 2009

Jedicon SP 2009 - EU NÃO FUI!

Quem convive diariamente comigo sabe, eu detesto dar satisfação! Não é à toa que eu trabalho por conta própria.
Mas, o que eu detesto mais do que ter que dar satisfações é deixar coisas mal entendidas, deixar brechas para mal estar e clima pesado.
Provavelmente dirão que sou paranóica [e sou um pouco mesmo], porém eu sempre tenho a impressão de que as pessoas ficam bravas, zangadas e chateadas comigo por motivos que eu mesma desconheço. É uma sensação desagradável e eu geralmente fico tal e qual uma barata tonta tentando descobrir o que há. E na maior parte das vezes o resultado é nulo. Mas beleza...
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O post de hoje já é pra evitar qualquer desentendimento futuro. Se alguém sentiu ou não minha falta não sei e não vem ao caso... Eu só quero deixar claro que eu não ter ido na Jedicon SP 2009 não tem nada a ver com a minha saída do CJSP.
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Putz! Eu aguardei essa Jedicon com tanta ansiedade quanto qualquer outro participante mais antigo. Seria a 10ª do clube e a minha 7ª. SETE ANOS! Isso não é pouca coisa... É uma história. A história de boa parte da minha vida e que guardo com um grande carinho no peito! Foi onde e quando vivi alguns dos melhores momentos da minha vida... E não digo isso para ser piegas, só digo porque é verdade!
Posso ter sido chata, polêmica, estressada e o caramba... Mas minha amizade sempre foi sincera e nunca fiz nada esperando recompensas em troca!
Posso ter feito e falado muitas bobagens e ter me metido em muita confusão à toa, mas foi por impulsividade e não por maldade!
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Tanto eu estava ansiosa por essa Jedicon e predisposta a ir que preparei 3 cosplays novos pra usar esse ano. Não um, mas três. Já tinha separado o item pra pegar o autógrafo, tinha voltado a frequentar o fórum e etc... Estava até tentando convencer meu pai a ir comigo para podermos, além de fotografar como sempre, filmar também. Pretendia criar um bom material em DVD, tanto para recordação pessoal quanto para repassar a quem pedisse [como já fiz antes com as fotos, neste e em outros eventos].
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Então, embora meus problemas pessoais não devam interessar a ninguém eu acho importante [principalmente para me sentir em paz comigo mesma] explicar porque não fui.
Eu sempre deixei bem claro que, morando em outra cidade, era difícil e caro ir pra São Paulo toda hora, mesmo que a distância seja pequena. Ultimamente se tornou muito mais caro!
Esse ano, 2009, financeiramente foi um desastre para nós [minha família], não só por causa da crise mundial, mas porque descobrimos que há uma pessoa inescrupulosa aplicando golpes aqui na nossa região: se passando por fotógrafo e cinegrafista para roubar o dinheiro de noivos e debutantes.
Como ele colocava o preço muito abaixo do mercado, perdemos muitos contratos por culpa dele e só agora o esquema está sendo 'desvendado', pois têm aparecido muitas pessoas contando histórias desses golpes aqui no escritório.
Inclusive o ponto onde até recentemente ele se situava foi pichado por algum cidadão revoltado!!!
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O segundo motivo é que tirar a minha carteira de motorista está se transformando num inferno.
O excesso de burocracia atrasou demais meu processo, paguei muito mais do que deveria [disso tenho certeza] e ainda fui 'sacaneada' no exame prático. Só que não há para quem reclamar, onde recorrer... Aliás, se reclamar é pior. Então tive que pagar mais uma taxa absurda pra refazer aulas e exames. Dinheiro este que, com muito sacrifício, eu pretendia guardar para ir à Jedicon esse ano.
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O terceiro e de maior peso: uma outra história de amor que dura 12 anos na minha vida.
Meu cachorro, o Toty, que me acompanhou por metade dos meus anos de existência começou a adoecer e ficar cada dia pior. E não descobríamos o que ele tinha.
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Na 6ª feira passada ele ficou tão mal que, com uma forte dor no coração, decidi sacrificá-lo. Já há 2 dias eu vinha tentando me preparar para esse momento.
Por muita, muita sorte... ou talvez milagre... o veterinário disse que todos os problemas dele [sim, é mais de um] tem tratamento e cura. Só que isso não saiu de graça, é claro! Ainda assim não hesitei em tratá-lo da melhor maneira que eu pudesse.
Eu cuidei dele desde filhote. Duas vezes ele nos defendeu, expulsando ladrões de nosso quintal à noite. Já tive outros cães, mas ele foi o único presente na minha vida por tanto tempo e de forma tão especial. Por exemplo, em 2005 quando fui morar em Franca ele ficou depressivo com a minha ausência; quando voltei pra casa de surpresa naquela madrugada histórica da Estréia do Episódio III em São Paulo com o CJ... nossa! Eu nunca vou esquecer a festa que ele fez quando me viu!!!
Eu nem sei como explicar a falta que ele me faria!!! Não existe palavra pra definir isso...
Parafraseando os últimos livros que li, seria como para Lyra perder Pan ou como para Eragon perder Saphira, embora eu saiba que mais cedo ou mais tarde isso será inevitável.
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Assim, também por um sentimento de culpa - pois me senti um pouco negligente com ele nos últimos meses pela falta de tempo -, decidi passar o fim de semana cuidando dele. E valeu a pena! Apesar da tristeza de ter perdido o evento, não me arrependo de ter passado o dia com ele! Até porque, se eu tivesse ido, preocupada e triste como estava, não teria aproveitado o evento.
Agora ele está voltando ao normal... Está comendo bem, andando e bagunçando, rs.
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Espero que possam entender meus motivos, que foram muito além da minha simples vontade esse ano... E espero estar novamente com vocês ano que vem!!!
[Eu sei que o vídeo abaixo não tem nada a ver com o post, mas é uma amostra da minha amizade sincera: perdi horas fazendo ele, porque na época ainda estava aprendendo a usar o Adobe Premiere]
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'May the Force be with you, always!'
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P.S.: a foto acima foi roubada do orkut do Fabricio!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Kevin Smith sobre Twilight na ComicCon

Não aguentei!!!

Por isso eu amo ser nerd!



E aproveitando... Hahahaha...



Letra em Português:

Eu nunca quero ser um vampiro emo
Setting tweenaged loins on fire

Eu não tenho nada em comum com os vampiros de hoje
Eles contemplam as garotas, fazem beicinho e então saem correndo
Twilight pensa que pode mudar as regras dos vampiros
Estou achando que dormir em caixões e usar capas, de repente não é legal
Garotas não escalam árvores comigo, ou me beijam na grama
E quando eu jogo baseball com os vampiros, eu sempre sou o último a ser escolhido
Seriamente galera, foi um humano que vocês escolheram antes de mim
Eu tenho seduzido todo tipo de mulheres do mundo inteiro
Mas agora os únicos encontros que consigo são com as góticas gordinhas
Quando esses vampiros se tornaram abstinentes e queixosos
Quando eu me esponho ao sol não fico todo brilhante e iluminado
Vampiros não tem anel de castidade como os mortos vivos dos Jonas Brothers
Se eu não consigo pegar as garotas estudantes, talvez eu então pegue suas mães
Por que não?
Quando você tem 600 anos, é difícil pegar as jovens. (no such thing as a cougar)
Eu nunca quero ser um vampiro emo
Setting tweenaged loins on fire
Eu Não tive participação
Nessa feminilização dos vampiros
Então me acorde quando no mundo crescer um par de comilhos (fangs)
Você pensou que eu iria dizer bolas ?? Não pensou?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Crepúsculo: Fantasia, Romance ou só Mais um Besteirol Adolescente?

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Tenho que escrever sobre Crepúsculo, pois me comprometi a fazê-lo. Isso é porque eu sabia que não demoraria a receber reclamações de fãs por eu ter o costume de criticar a série de forma ferrenha sem tê-la lido ainda. Então, também movida por uma curiosidade genuína, vi o filme e li o livro.
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Porém, mesmo depois de terminar o livro [só li o primeiro, que me foi emprestado] tive uma dificuldade absurda para comentar. Agora estou lendo o Ciclo da Herança [conhecido também pelo título do primeiro livro: Eragon] e aí ficou muito mais difícil, porque minhas impressões iniciais diminuiram de intensidade quando me concentrei em outra série e, pior, fiquei completamente viciada no Ciclo da Herança. Aliás, fiquei não, estou... e falarei dela nos próximos 2 ou 3 posts. Chega a ser ridículo que, quando fui comprar uma nova leva de livros em promoção no Submarino, fiquei em dúvida entre qual das duas séries comprar. Teria me arrependido amargamente depois se não tivesse comprado Eragon, Eldest e Brisingr [Lê-se, segundo o guia de pronúncia, Bris-SIN-guer].
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Então vou tentar falar da forma mais sucinta e sincera possível sobre os 'Vampiros Que Brilham no Sol'.
Minha implicancia [sim, reconheço que é uma espécie de birra] começa pelo fato que nunca, ou quase nunca, gostei de vampiros. A única excessão foi Vamp, uma novelinha que passou quando eu tinha uns 7 ou 8 anos... nem sequer lembro qual era a história e porque eu gostava. É uma lembrança muito, muito vaga. Há uma outra exceção também... Não diria que gostei, mas que consegui aceitar Anjos da Noite como uma história coerente e aceitável quando vi o primeiro filme.
Nunca entendi o fascínio que as pessoas demonstram por vampiros, muito antes de surgir Crepúsculo. Dizem que os vampiros são sedutores... sempre discordei. Vampiros para mim sempre estiveram no patamar de criaturas de histórias de terror. E eu tenho uma profunda aversão, asco... ou sei lá como dizer, a qualquer tipo de história de terror, e isso inclui até coisas mais 'bobinhas' como Mula Sem Cabeça. Minha avó falecida e meus primos adoravam me atormentar quando criança com histórias de terror contadas, claro, antes de dormir. Pior era quando eles resolviam assistir filmes assim e tentavam me obrigar... Certa vez, quando estava hospedada com eles, fiquei tão &¨%$ da vida que fui pra cozinha, arrastei 3 cadeiras pra me acomodar pra dormir. Minha tia acordou assustada com o barulho e quando me viu dormindo encolhida, toda contorcida e desconfortável em cima das cadeiras no meio da cozinha, mandou todo mundo desligar a TV na hora.
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Mas minha implicancia com Crespúsculo tem também outras fontes pois, antes mesmo de ler e assistir... Aliás, antes de virar febre, eu já estava consciente de que se tratava mais de um romance do que de fantasia de terror. Eu até gosto de romances, mas quando são bem elaborados e não uma tentativa tosca de imitar Romeu & Julieta.
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Outro motivo é que virou moda! Eu detesto moda em todos os sentidos, mas não a ponto de me cegar. Explico: se a moda [seja de roupa ou de qualquer outra coisa] está de acordo com o que eu gosto, não vejo problema em 'estar na moda'. Exemplo, eu sempre fui louca pra ter um poncho, mas só consegui encontrar um pra comprar quando os estilistas e as lojas resolveram que era chique no país todo e não só no Rio Grande do Sul. Mas não vou deixar de usá-lo só porque 'caiu de moda'. Eu comprei porque gosto de ter um poncho e não porque estava na moda. A mesma coisa acontece, por exemplo, com Harry Potter. Me apaixonei pela série e participei do fandom com orgulho e prazer porque sempre gostei de histórias de bruxos bem contadas [embora não de todas]; o furor passou, não participo mais dos fandons tanto assim... mas nem por isso deixei de ser fã e nem me desfiz de nada. Ao contrário, minha coleção continua a crescer.
O que me irrita no tema 'moda' é quando querem me impor que eu goste de algo só porque ou 'todo mundo gosta' ou porque 'alguém disse que é chique, legal, perfeito, descolado'. Desculpa, mas quanto mais me forçarem a barra, mais vou pegar aversão. E o que me irrita mais ainda são os chamados posers: pessoas que mudam de vida, de gosto, de estilo, de amigos só para se adaptar ao que está 'em voga' e com isso continuar embaixo dos holofotes de algum jeito. Isso pra mim só tem um nome: falsidade! Outra coisa que eu abomino mais ainda...
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E, por último, o nome da personagem também me soou incomodo desde a primeira vez que o ouvi: Isabela Swan é praticamente igual a Elizabeth Suan, a protagonista de Piratas do Caribe. Embora em personalidade elas não tenham nada a ver.
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Mas eu já falei, falei... e ainda não falei de Crepúsculo propriamente dito, rs.
Crepúsculo me foi apresentado - antes de se tornar modinha - por uma amiga que me recomendou. Ela falou tanto nisso [tava viciada né?! rs] que despertou minha curiosidade. Mas só recentemente ela pode me emprestar e nesse meio tempo saiu o filme e eu vi muita gente enlouquecida [principalmente meninhas tolas] e, por consequência, o rosto de Robert Pattisson - pra mim eternamente Cedric Diggory - estampado em todo lugar... e com quase toda a beleza dele extinguida. Aliás, outro motivo de eu nunca ter gostado de vampiros: eu tenho orgulho de ser branquela [minha pele demonstra a minha origem, da qual também me orgulho e muito] tanto quanto qualquer negro tem o direito de se orgulhar de ser negro, mas não acharia bonito ninguém que tivesse enormes olheras e pele tão branca quanto uma estátua ou tão transparente quanto um fantasma!
Quando algumas pessoas já vinham falando sobre Crepúsculo comigo como se obviamente eu gostasse - afinal todo mundo gosta -, já começou a se tornar motivo pra eu ranger os dentes. Depois, assim como aconteceu na época de HP com a bruxaria, começou a ressurgir uma tonelada de filmes e séries vampirescas. Todas querendo 'aproveitar a onda' e deixando os outros pobres mortais sem muitas opções. Forçando a barra de forma velada...
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Também nesse meio tempo ouvi e li as opiniões de diversas pessoas diferentes: fãs [femininas e masculinos de várias idades], leitores mais maduros, escritores de fantasia e críticos. Queria descobrir através dessas opiniões, se valia a pena ler [comprar] ou não. Mas as opiniões foram tão divergentes que só serviram para me deixar mais confusa ainda. O único consenso que detectei foi: é um livro para adolescentes. E isso definiu quais as expectativas que eu deveria ter quando lesse.
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Certo dia resolvi assistir o filme de uma vez e matar a curiosidade.
O filme foi até levemente interessante, mas não passaria de uma 'sessão da tarde'. A única cena que realmente me empolgou foi a cena do jogo de beisebol. É esquisito, mas apesar de não gostar muito de esporte, as cenas em filmes - especialmente em filmes de fantasia - invariavelmente me agradam!
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Quando finalmente peguei o livro li em 2 dias.
E aqui começo a explorar melhor minhas impressões.
Dá pra se envolver com a história, mas nada muito profundo! Dá para se envolver porque uma história cuja personagem principal se mete numa situação enigmática é instigante! [Começo do livro, quando ela ainda não descobriu quem ele é] E também frustrante e irritante... Se fosse comigo também ficaria descompassada! [Opa! Isso já aconteceu comigo...] E, dadas as circunstâncias, também é plausível a constante mudança de humor do 'príncipe'.
Mas a história não permite envolvimento maior do leitor não porque seja escrito em primeira pessoa [o que compromete a visão geral de cenários e de outros personagens], mas porque a escrita é pobre. Não gosto de comparações e nem pretendo fazer isso, mas é apenas para demonstrar a diferença de complexidade de um texto e de outro.
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Quando terminei de ler jurava que era um texto escrito por uma adolescente. Quase cai pra trás ao ler na orelha do livro que Stephanie Meyer é formada em Literatura Inglesa [e realmente ela cita excelentes obras clássicas no meio do livro], casada e tem 3 filhos. Eragon - que de fato começou a ser escrito quando Christopher Paolini ainda era adolescente - é muito mais complexo!
Talvez tivesse me cativado antes de eu ler Harry Potter. Ou, muito antes... antes de eu ler, por obrigação e aos 14 anos, livros como Dom Casmurro e O Guarani. Apesar da obrigatoriedade, depois os reli com prazer, peguei Harry Potter, Morro dos Ventos Uivantes e outros livros do tipo e passei a sentir prazer em ler livros cada vez mais complexos, descritivos e cheios de tramas e intrigas... De modo que, atualmente, o volume do livro não me assusta mais [e pensar que até os 11 eu tinha preguiça de pegar simples livrinhos paradidáticos de 100 páginas e até os 14 um livro de 200 páginas me deixava injuriada] e leio descrições e batalhas com facilidade, mesmo quando me aparecem palavras estranhas.
Por isso, ler Crepúsculo não foi nem um pouco desafiador... e, portanto, menos prazeroso.
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O outro ponto que eu não gostei é que Bella Swan é FRACA e APAGADA.
Minhas personagens preferidas são sempre as fortes e que vão à luta: Éowyn, Elizabeth Suan, Arya, Lyra, Olivia Benson, até mesmo entre as da Disney Ariel, Jasmine e Nala e por aí vai.... Não ficam esperando para serem salvas como princesinhas em suas torres!
Ok, Bella é consciente. Ela diz várias vezes que não quer ser salva o tempo todo, que quer fazer alguma coisa. Mas existe uma diferença enorme entre dizer, querer e tomar a inciativa pra fazer [mas sem fazer nenhuma estupidez absurda de quebra]!
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Mas ainda assim, como personagem, ela fraca não só por ser salva o tempo todo como por ficar suspirando pelos cantos melosamente e por tentar dar uma de mártiri sem firmeza real para isso. Enfim... excesso de romantismo, adolescente que mesmo frente a uma verdade cruel não consegue deixar de ser sonhadora e tola. Eu não posso dizer sobre suas atitudes posteriores, pois como eu disse não li o resto dos livros... mas já me disseram que o 2º livro ela passa 80% do tempo em depressão.
Um erro comum entre adolescente: achar que não pode viver sem 'o cara'. Achar que ele é perfeito e único. Isso não existe!
E me preocupa que tenha um livro de tanto sucesso entre a moçadinha no mercado que incentive esse tipo de comportamento nas meninas, porque é um uma coisa nociva e ilusória anular-se por outra pessoa. Nenhum relacionamento, seja de amizade, irmandade ou amor tem garantias suficientes para durar uma eternidade. É triste, mas é a realidade humana!
Mais absurdo ainda é ela querer abrir mão de sua vida para uma eternidade medonha e sem garantias de 'felizes para sempre'. [Não é como a imortalidade dos elfos, cheios de vida e magia... é justamente o oposto: uma semi-vida eterna] Eu acredito que mesmo a fantasia tem que ter um toque de realidade, principalmente quando se fala das relações humanas... ou de semi-humanos... porque ninguém é perfeito!!!
Além do mais, eu não gostaria de namorar alguém que me vê como refeição [literalmente]!
É a minha opinião pessoal... mas... sacrificar-se por um bem maior - uma causa - é plausível; sacrificar-se por outra pessoa apenas é loucura [e da qual, invariavelmente, um dia acordará e se arrependerá e será tarde demais].
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Além de Bella, no todo os personagens são muito arquétipos. Não tem nada da Jornada do Herói... São arquétipos romanticos e de histórias tipicamente adolescentes:
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Edward Cullen, O Perfeito
Bella Swan, A Mocinha
Jacob Black, O Melhor Amigo Apaixonado e Sem Esperança
Charlie, O Xerife do Condado
Renée, A Mãe Amiga e Irresponsável da Mocinha
Jessica e Angela, As Amigas da Mocinha
Mike, Eric e Tyler, Os Amigos Mortais Com Paixonite Aguda
Rosalie, A Gostosa e Irmã Mala
Lauren, A Patricinha Ciumenta e Invejosa
Alice, A Benevolente
Carlisle, O Pai de Todos e Companheiro [e, claro, Médico]
Esme, A Mãe de Todos, Amorosa e Compreensiva
Jasper, O Inseguro Esquisito
Emmett, O Grandalhão de Bom Coração
etc...
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A situação também é clichê: garota da cidade grande, com pais separados, que vai morar numa cidade pequena. A única diferença em Bella é que ela não vai morar lá obrigada, ela toma essa decisão por iniciativa própria... o que não significa que esteja feliz com isso. Chegando lá acontece algo maravilhoso, fantástico que a faz mudar de idéia. É a fórmula de 60% dos filmes da Sessão da Tarde.
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Muitos desses personagens e clichês também estão presentes em outras coisas que eu gosto. Quer melhores exemplos de 'grandalhão de bom coração' do que Hagrid [Harry Potter], Chewie [Star Wars] e Iorek [Fronteiras do Universo]?!
O que mata Crepúsculo é que é uma história mal estruturada e mal contada. Trata-se apenas do diário de uma adolescente em uma situação incomum! E mais nada... Não tem profundidade e nem trama.
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A impressão que eu tive foi a de estar lendo uma fanfic mediana.
Me lembrou muito as fanfics que eu lia na internet anos atrás sobre Draco e Gina [personagens de Harry Potter]. Amor impossível, famílias rivais e/ou em situações incompatíveis. Ela era quente e cheirosa, ele frio e com todos os elementos para ser um vilão perfeito. Ele com dinheiro de sobra, mas invejando a vivacidade simples dela... Até o sorriso torto e sedutor dele.
Digo uma fanfic mediana, porque já vi coisa muito pior por aí. E já li fanfics infinitamente melhores e mais encorpadas que Crepúsculo.
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Enfim... o problema de Crepúsculo não são apenas os elementos invariáveis, mas a forma como foram utilizados e a falta de uma estrutura melhor para sustentar a história! [Ou seria a falta de uma história melhor?] Ainda assim, acho que se tivesse sido melhor desenvolvido poderia dar em algo realmente bom. Porque ela até teve uma boa idéia:
Pra não dizer que a criatividade de Crepúsculo seja nula, ela foi esperta em retratar os vampiros de uma forma nova. Eu sei que isso é justamente o ponto de partida de muitas críticas... os fãs de vampiros dizem que os vampiros de Meyer não são vampiros reais [mas vampiros não existem mesmo, de qualquer forma], que ela descaracterizou os vampioros e etc... mas ela teve o bom senso de, pelo menos, tentar inovar. E, o que eu acho essencial em qualquer obra de fantasia, ela explica os motivos das diferenças entre o mito comum e o que acontece dentro da sua história. Se ela simplesmente jogasse esses elementos, sem mais nem menos, eu concordaria com as críticas... No entanto, os elementos e a história do seu universo fictício são explorados, de modo que o leitor não fique 'boiando'.
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Não vejo problema em modificar a lenda para usá-los de outra forma, pois os vampiros não são parte de um único folclore. Existem diversas descrições diferentes deles em outras culturas, mas a que ficou mais famosa foi aquela perpetuada pela literatura e cinema ocidentais, baseada primeiramente em Conde Drácula. Mas não é, nem de longe, a original.
Veja um trecho do que é dito no verbete "vampiro" em O Manual do Bruxo [que explica os mitos que aparecem até o 4º livro de HP]:
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"As descrições de seu físico variam em cada cultura, desde uma fera de olhos vermelhos com cabelos verdes ou cor-de-rosa (China) até uma criatura parecida com uma serpente e com cabeça de mulher (a Lamia grega)..."
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Mas não posso negar que um vampiro que brilha no sol me soa pouco convincente, rs.
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"Os vampiros fazem parte do folclore há centenas de anos, mas só atingiram realmente notoriedade em 1987, quando foi publicado o livro clássico de Bram Stoker, Drácula.
(...)
É bem provável que o Conde Drácula tenha sido baseado em Vlad Tepes, o governante da Walachia (parte da atual Romênia) no século XV, famoso por sua crueldade e violência. Vlad era conhecido por empalar seus inimigos com uma estaca no coração e por se banhar no sangue dos mortos depois de uma batalha especialmente árdua. Com o tempo esses hábitos se tornaram elementos importantes da lenda do vampiro. Vlad, aparentemente um sujeito bastante dramático, assinava suas cartas como "Vlad Drácula", algo como "Vlad, filho do Diabo". "
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E segue falando de como foram ligados aos morcegos, lobos e "ganharam" poderes... E também fala da fraqueza em relação ao Sol, pois este representa a verdade e a bondade. E de outras formas de se matar vampiros [aí entra cruz, alho e outras coisas].
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O que eu achei uma jogada de marketing fantástica foi terminar o livro com o prólogo e primeiro capítulo do próximo livro, que termina numa cena que não tem como não querer saber o que acontece em seguida... Praticamente obrigando assim o leitor a comprar o próximo livro.
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Sobre o filme, só tenho a acrescentar que foi a adaptação mais fiel que já vi. O que, confesso, deixou a leitura um pouco monótona depois. E agora entendo porque algumas pessoas dizem que não se importam tando com as mudanças feitas nas histórias quando são transferidas para o cinema!
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O que realmente posso dizer que gostei em Crepúsculo é que me lembrou um pouco aquelas fanfics que eu lia, torcia e comentava com as amigas. Pra algumas fiz capas e pra algumas cheguei até a fazer correção. Não posso negar que era divertido, um bom passatempo! Fim de semana o site ficava tão entupido de gente querendo ler as atualizações que até saía do ar, hahahah... [época que a net discada imperava ainda].
Entretanto, essa breve 'diversão' é a única coisa boa que posso dizer sobre o livro. Não é nenhuma obra-prima e não demorará a se perder no tempo.
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Pra variar, ficou extenso demais... mas eu juro que tentei me conter!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Fronteiras do Universo


Neste post eu reclamei da falta de criatividade que vem rondando o universo literário e cinematográfico de Ficção Científica, Fantasia e Aventura. Pois o post de hoje é sobre uma série que é o completo oposto disso: me cativou justamente pela inovação e a audácia!
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Outra coisa que a diferencia das outras obras é que não há 'mocinhos' e 'vilões'. Agente pode até ter a sensação, no início, de saber quem é do bem e quem não é, mas conforme se vai avançando na história tudo fica mais complexo, as situações vão mudando e os personagens vão mostrando suas outras facetas de modo que percebemos que cada um quer apenas concluir seus objetivos e lutar por aquilo que acredita.
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Esse texto eu comecei a escrever logo depois de ter lido o último livro, A Luneta Âmbar:
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02 de Outubro de 2009 - Sexta-Feira
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Eu finalmente terminei de ler a Trilogia "Fronteiras do Universo". Só me faltava ler o último livro. Tecnicamente terminei de ler hoje, pois eram 3h30 da manhã quando o fechei na última página e o guardei na gaveta. Se tivesse sorte estimava lê-lo em 5 dias, mais ou menos 100 páginas por dia. Li em 4.
O ritmo da leitura flui tão bem que quando se vê já avançou mais do que imaginava. E ontem à noite quando o abri para ler antes de dormir fui percebendo ao longo da leitura que não conseguiria dormir sem saber o final. Não sossegaria se não terminasse e por consequência o dia seguinte seria péssimo.
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A princípio não pretendia fazer nenhum comentário. Procurei lê-lo de forma discreta, sem carregá-lo por aí e sem fazer observações. Para quem já conhece pelo menos um dos livros da série, o motivo é óbvio: polêmica religiosa! E das mais fortes...
Mas como eu poderia deixar de falar dele aqui, se foi a inspiração para o nome do blog?
Como eu expliquei lá no 1º Post, esse nome [Pereus] saiu em um teste que fiz no site do filme "A Bússola de Ouro" para descobrir qual seria o meu daemon [ou dimon, se isso deixar alguém mais confortável.] E isso já me gerou alguns problemas...
Bem, quase um ano e meio depois de abrir este blog, finalmente soube o fim da história!
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Para quem pretenda ler esses livros, deve saber que precisa ter a mente completamente aberta!
E ter consciência, o tempo todo, que se trata de uma fantasia, não de realidade. É altamente contra-indicado para fanáticos religiosos!
Até mesmo eu levei um susto quando li "A Bússola de Ouro" pela primeira vez. Achei o autor extremamente ousado e confesso que invejo um pouco sua coragem... A cada linha, a cada capítulo, a cada livro... o choque só aumentava. Mas, é tudo questão de manter a calma até o final - onde tudo se explica e fica bem óbvio mesmo que se trata de fantasia [e das bem malucas em alguns pontos].
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Pra mim essa história começou quando fui assistir "Harry Potter e a Ordem da Fênix" numa sessão de fãs em São Paulo. Um dos trailers era de "A Bússola de Ouro". Me chamou a atenção não só porque parecia ser de uma história cativante... Me chamou mais a atenção a reação de algumas pessoas próximas: uma mistura de expectativa e incredulidade. Se na época eu já tivesse lido teria a mesma reação, porém eu nem tinha ouvido falar em Philip Pullman ainda.
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Queria ler o livro antes da estréia do filme, só que não deu tempo ($). Vi o filme e gostei, mas achei um pouco decepcionante. Como a adaptação nunca é tão boa quanto o original, comprei e li logo depois de ver o filme. Me espantou que tivessem trocado a ordem de alguns acontecimentos e que tivessem cortado um terço da história no filme. O pior, no entanto, foi o corte completo dos verdadeiros objetivos do Magisterium... A questão religiosa, justamente o fio condutor da história toda, foi limada do filme.
A explicação é: evitar a polêmica para transformá-lo num "filme família". Não é de espantar que provavelmente as continuações não sejam gravadas: não há como continuar ignorando o ponto mais importante, pois a história ficaria sem sentido e não haveria como filmar a batalha final [e outros detalhes].
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Comprei e imediatamente comecei a ler "A Faca Sutil" na AnimeDreams 2008. Achei um pouco decepcionante. Realmente é o livro mais monótono dos 3.
Demorei muito para comprar "A Luneta Âmbar" porque o preço estava alto [e de fato é o livro mais grosso da trilogia]. Até que achei vários livros em promoção no Submarino e aproveitei para completar minha coleção.
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Vou começar comentando os clichês mais irritantes e óbvios que essa obra contraria [e pra mim, por isso mesmo se torna interessantíssima]:
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A Jornada do Herói
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A clássica 'receita de bolo', detectada em quase todas as histórias fictícias da humanidade por Joseph Campbell: o herói é alguém comum, ainda bem jovem, que inesperadamente se vê em uma situação que o coloca no centro de algo muito maior; inicialmente ele rejeita o fardo, mas depois acaba assumindo, pois é 'o escolhido'... e frequentemente ele tem um 'mentor', 'professor', 'instrutor' ou algo do tipo. E também é frequente que haja uma profecia sobre ele.
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Não há como negar que Lyra é 'a escolhida'. Fato! Mas Lyra é diferente. Ela gosta de se meter em encrencas e aventuras. Não teme nada e, embora pareça mal criada [pudera, ela não teve uma criação familiar tradicional... se criou meio 'largada'], é muito mais esperta que um adulto, sabe como agir em qualquer situação... Ao mesmo tempo que tem uma lábia invejável para inventar e contar todo tipo de história, ela tem um coração nobre e sincero e ainda é muito inocente. Ela age mais por instinto que por astúcia.
Assim, as coisas que a empurram rumo ao seu destino acontecem de forma natural, sem planejamento e ela não se recusa em momento algum a se meter nos maiores perigos em prol dos que ama. Ao contrário, ela se joga de corpo e alma nessas situações...
Ninguém diz a ela 'quem' ela é [a escolhida], embora ela venha a descobrir por conta própria e isso não a abala nem um pouco.
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Bem x Mal
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Na maioria das histórias desse tipo o mal é mal e o bem é o bem. Será? Alguém já parou pra pensar que os personagens que representam os vilões também tem sentimentos?!
Em Fronteiras do Universo é impossível dizer, com 100% de certeza, quem é vilão e quem é mocinho. Há uma guerra e há 2 lados... sim. Mas há outros lados, outros objetivos em jogo, outras crenças, outras motivações, outros mundos... Nenhuma raça está completamente neste ou naquele time, pois as escolhas são pessoais.
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A todo momento o jogo muda, os personagens mudam... suas decisões determinam os acontecimentos e se são 'vilões' ou 'mocinhos' naquele momento... e no fim das contas, isso também depende das suas crenças e do seu caráter, caro leitor. É o seu próprio julgamento que definirá como você enxerga os personagens. Como na vida real, eu posso 'não ir com a cara' de alguém que outra pessoa gosta.
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Resumindo... os personagens criados por Pullman são muito mais 'humanos' [mesmo os não-humanos] e críveis que a maioria dos personagens de outras obras.
E alguns, mesmo no final, não temos muita certeza do que pretendia e nem se seus objetivos eram nobres ou egoístas.
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Além disso, a guerra entre os poderes aqui não é bem x mal, mas ignorância x conhecimento!
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Luke, eu sou seu pai!
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Esse é um spoiler, mas é pequeno!
Classicamente os heróis [geralmente órfãos] são filhos de algum personagem importante... de preferência um vilão.
Não só o pai ou a só a mãe de Lyra parece ter caráter duvidoso, mas os 2. Tanto o pai quanto a mãe de Lyra são aqueles que vemos no 1º livro como vilões. E eles não aparentam muita preocupação com ela... Mas como eu disse, em FdU nada nem ninguém é o que aparenta ser.
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Quem vai ficar com quem?!
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Classicamente, toda obra tem que ter pelo menos 1 casal, 1 romance... de preferência arrebatador, óbvio e quase forçado. Com o perdão da palavra, é um porre!
Pullman não precisou colocar mil enfeites [como uns livros que tão na moda por aí atualmente, rs. Mas desse falo depois] para criar uma história de amor doce, leve e perfeita!
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O romance em FdU [não o dos pais de Lyra ou as histórias de feiticeiras, é outra coisa] é tão sutil, que se torna muito mais bonito e cativante. Aliás, é lindissímo! E mesmo o final triste não deixa muito espaço para decepção... Afinal é fácil imaginar como as vidas desses personagens acabaram.
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Ponderações Finais
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Eu amei o fato de que tudo foi explicado. Não há fios soltos para martelar nossas cabeças. A trilogia é completa em si mesma.
Entendemos, finalmente, o que exatamente é um daemon, o que exatamente é o tal [ou sombra, ou sraf], porque as feiticeiras podem se separar de seus dimons, o que são e de onde vêm os espectros e por aí vai...
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Outro ponto excelente é observarmos o gradual amadurecimento de Lyra. Como ela se transforma de criança em uma jovem dama. Pullman teve a delicadeza de mostrar isso não da maneira óbvia e fisiológica, e sim como uma mudança interna em Lyra: a mudança dos sentimentos. Como ela passa a compreender a si mesma, os outros e o mundo de uma maneira nova.
Pois, convenhamos, realmente essa mudança ocorre conosco de forma gradual e lenta. Não importa como o nosso organismo esteja se desenvolvendo... a mudança real só acontece quando nos sentimos diferentes.
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Por fim, o que eu mais gostei foi que a moral da história é aquilo que eu mais defendo: não somos nada sem conhecimento!
O tempo todo a guerra nesse livro foi entre os gananciosos, aqueles que queriam controlar o conhecimento para si, para ter poder e que disseminavam a alienação versus aqueles que defendiam a liberdade de pensamento, o livre arbítrio e, acima de tudo, o conhecimento como a melhor [e única] ferramenta para a evolução das espécies conscientes.
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Sim, como eu disse antes... levei um choque inicial... tem coisas que me são estranhas e nem com absolutamente tudo eu concordo [mas eu continuo com a minha política de não falar sobre religião, por isso não vou comentar mais nada a respeito!]... Mas esta trilogia e, em especial, este livro [A Luneta Âmbar] excedeu minhas expectativas.
Não posso dizer, entretanto, que recomendo, porque não é um livro para todos os públicos... Acho que nem todos estão preparados para essa leitura.
Se quiser arriscar, fique à vontade...
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Quer uma 2ª opinião? Blog Eu Li Esse Livro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Se a moda é adaptar heróis para o cinema...

Voltando a falar do que interessa por aqui: cinema, TV, quadrinhos, desenhos animados...
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Nos últimos anos vários heróis - principalmente das histórias em quadrinho, mas que conhecíamos também dos desenhos animados e filmes mais antigos - foram adaptados ou re-adaptados para o cinema: Homem-Aranha, Batman, SuperMan, Elektra, Demolidor, X-Men, Hulk e por aí vai...
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Também nos últimos anos as pessoas e, principalmente, os governos e as mídias, parece que acordaram para a realidade do aquecimento global. Foi aquela velha história de empurrar com a barriga: todo mundo sabia que iria acontecer, mas enquanto não começasse a incomodar de fato ninguém fazia nada e até evitava falar no assunto, simplesmente porque era mais confortável assim. Como um diabético que continua comendo doces mesmo sabendo que está doente, mas não para enquanto não tiver que tomar insulina. O ser humano tem a tendência de só tomar providências - ou pensar nisso - quando o problema se torna crítico!
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E há algum tempo venho pensando: por que não unir o útil ao agradável? Por que parece que ninguém ainda teve a idéia de adaptar para as telas de cinema um herói realmente importante?!
Alguém aí lembra do Capitão Planeta?!
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Pois é... Já lá no começo dos anos 90 [sim, já faz quase 20 anos] ele alertava a 'nova geração' [no caso a minha] dos perigos dos descuidos para com o nosso planeta: o excesso de consumo, a poluição, o esgoto não tratado, o lixo não reciclado e a ganância que, em maior parte, é a responsável por esse estado caótico que está destruindo o planeta!
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Os filmes de fantasia e ficção, as adaptações de quadrinhos e livros são chamados de comerciais e de 'sub-arte' mesmo quando têm excelente qualidade. Que tal então usar esses filmes 'capitalistas' para ajudar a conscientizar as pessoas que, se todos realmente se esforçarem ainda dá pra salvar o planeta?! Não seria legal???
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Tá, é verdade que os vilões eram meio ridículos e a adaptação de um cara com pele azul, cabelo verde e uniforme vermelho seria difícil, poderia ficar meio estranho. Mas todos os heróis foram reformulados para ficarem plausíveis... e o mesmo poderia acontecer com o Capitão. Além disso, os vilões originais poderiam ser substituídos por problemas realistas, empresários realistas e governos realistas. Se bem feito, daria certo com certeza!
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Gostou da idéia?! Então ajude a divulgá-la...
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Ah, e vale lembrar que o canal Futura está reprisando a série... Se bem me lembro começas às 18h.
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“Pela união dos seus poderes, eu sou o Capitão Planeta!"
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Mais informações sobre o Capitão Planeta: Wikipedia, Melhores do Mundo - Top 5 Heróis Ecológicos e Blog E Esse tal Meio Ambiente?
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Visite também: Blog Desenvolvimento Sustentável
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"O poder é de vocês!"

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Desanimo!

Às vezes eu fico muito tempo sem postar!
Me bate um desanimo imenso... Tem muitos assuntos que eu gostaria de abordar, muitas coisas sobre as quais eu planejo escrever... Algumas, aliás, desde que abri este blog.
Só que nesses períodos de desanimo eu simplesmente não consigo. Só de pensar em abrir a página fazer o login e começar a escrever, desisto na hora. E por saber que eu tenho períodos assim nunca me propus a escrever nada periódico, fosse pra jornalzinho da escola ou para um site. Eu sou instável e sei disso.
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O problema é quando esse desanimo se torna crítico, como está acontecendo agora!
Eu fico com uma ânsia imensa de abrir a internet. Mas enquanto o cursor fica piscando na tela do navegador me dou conta que não tenho mais "para onde ir", o que por sua vez só me deixa mais ansiosa e angustiada. Aí eu começo a arranjar o que fazer... o que tem seu lado bom! Eu sei...
Aliás, está tudo finalmente se organizando e se encaixando no lado prático da vida: trabalho em dia, papelada organizada, roupa limpa e guardada, quarto arrumado, fotos catalogadas finalmente! E isso é motivo de alegria... pois me dá estabilidade, segurança e estrutura para recomeçar.
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Só que, no fim do dia, quando fico cansada demais para fazer mais alguma coisa é a internet, o mp3 e o celular que volta a me chamar. E aí, inevitavelmente, tudo que me fez chegar a esse estado volta à tona. As músicas que eu não devia ouvir, os sites que eu não tenho mais motivo para entrar, os perfis com os quais perdi contato, os contatos no msn que estão "off", os números para os quais não devo ligar...
Isso também explica o fato de eu ter abarrotado minha estante de livros novos, que leio muito lentamente... E de alguns DVDs também, que ainda não assisti. Se cabeça desocupada é oficina do diabo, então vamos ocupá-la nas horas de folga também.
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Mas apesar do corpo quebrado e da cabeça dolorida, à noite o sono não vem. Às vezes conscientemente dos motivos, às vezes não... às vezes tudo fica no "limbo". Durmo tarde, acordo tarde e para compensar, trabalho até mais tarde também!
Entro cansada e deito no sofá pra ver o jornal, depois a novela [que agora acabou], pego um livro novo pra ler.... e tento dormir com a consciência de que no dia seguinte será a mesma rotina!!! A tão odiada rotina... Mas não tenho para onde correr... Eu vivo me lembrando que a grandiosíssima burrada responsável por tal situação foi minha mesma!
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Tudo à minha volta lembra o que eu perdi. Parece até conspiração. A todo momento é esfregado na minha cara tudo que não tive e talvez nunca tenha, tudo que perdi, tudo que deixei passar, tudo que podia ter sido e não foi... E haja auto-controle e auto-estima para encarar o espelho sem ter um ataque de fúria ou sem me esconder debaixo das cobertas e ficar lá até chegar o Ano Novo. Ainda bem que estamos no fim do ano... Um novo ano pode ser minha redenção. Será que isso passa?! Tem que passar... Já passou antes... Vai passar...
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A única coisa capaz de me tirar desse estado de torpor ainda está longe de voltar para a minha vida: a faculdade! Frequentar um local onde tenha gente diferente e com assuntos diversos é a única opção para recomeçar.
Viver e trabalhar sempre com as mesmas pessoas só contribui para todo esse desanimo!
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Tem horas que chego a sentir uma falsa alegria, que na verdade é satisfação por estar conseguindo me organizar e por não ter nenhum grande problema para resolver.
Vivo na dúvida: é melhor um eterno problema que nunca se resolve ou uma paz vegetativa?! Porque, aparentemente, estas são as 2 únicas opções para mim.
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Quase como se percebessem meu estado, algumas pessoas - especialmente mulheres - parecem me ver como uma ameaça. Não se preocupem queridas! Não consegui ameaçar nem quem eu deveria... E não estou em condições nem mesmo de ameaçar uma formiguinha. Nem tenho motivo para isso... Não quero o mal de ninguém!!!
Sinto falta do que vivi e ansia pelo que ainda não consegui viver!!!
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E, como se não bastasse, ainda há a iminência de receber uma carta, um convite para uma comemoração a qual não sei se quero comparecer...
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Com tudo isso, acabo perdendo a paciência para pensar em idéias para postar e menos ainda para digitar tais idéias... E até passar, vou devendo posts, respostas de e-mails e outras coisas por aí...
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Observação: post escrito às 3h da manhã.

domingo, 16 de agosto de 2009

Doença em Viagem + Menor de Idade

O assunto do post de hoje é sério!
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Quando vi aquela história da garota de 15 anos que morreu de Pneumonia numa volta de viagem da Disney fiquei horrorizada e com um pouco de medo, confesso! Simplesmente porque 10 anos atrás poderia ter acontecido comigo... e QUASE aconteceu!
Então, resolvi usar minha história pessoal para fazer um post de alerta a quem possa interessar.
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Não é de hoje que as pessoas se importam mais com dinheiro do que com RESPONSABILIDADE. Percebo isso todo santo dia no meu trabalho: quando um cliente chega reclamando da demora na entrega de seu serviço eu respondo: você prefere QUALIDADE - leia-se um serviço bem feito - ou RAPIDEZ - com um serviço meia-boca que você passará a eternidade me xingando porque não ficou do seu agrado?!
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No mundo de hoje RAPIDEZ virou sinônimo de EFICIÊNCIA e AGILIDADE. Digo virou, porque não é a mesma coisa!!! Certos tipos de trabalho são minuciosos, exigem RESPONSABILIDADE e portanto TEMPO, ATENÇÃO e PACIÊNCIA.
Porém, quando se trata da SAÚDE alheia a RESPONSABILIDADE é maior ainda.
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Lembro que quando fiz Patologia Clínica éramos frequentemente alertados sobre procedimentos CORRETOS para não ferirmos ou prejudicarmos os pacientes e, é claro, para não nos contaminarmos.
Bem, chegando no estágio que, além de tudo não era remunerado, as coisas funcionavam no completo oposto. Alguns exemplos dos absurdos que presenciei e/ou ouvi falar:
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- Lavagem e reaproveitamento de agulhas e seringas usadas em experimentos [por exemplo, com veneno de cobra]
- Manuseio de ácidos em lugares fechados
- Coleta de sangue de pacientes sem usar luvas
- Lavagem e reaproveitamento de potes usados na coleta de fezes [isso em um lab que tinha ISO]
E por aí vai... Tudo isso é TERMINANTEMENTE ERRADO E PROIBIDO.
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Pra se ter uma idéia, nos 2 estágios que fiz eu era satirizada por cumprir as regras: roupas brancas, cabelo preso em coque com rede, luvas descartáveis no tamanho certo, jaleco de manga comprida, calçados fechados e máscara.
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Mas o que eu pretendia escrever nesse post mesmo é sobre o que me aconteceu antes da Patologia Clínica:
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Quando eu tinha 14 anos, já perto de completar 15, a minha turma fez uma viagem para comemorar a formatura do Ensino Fundamental. A idéia inicial era ir para a Disney, mas o dólar subiu demais e acabamos indo para uma Pousada famosa em Goiás.
Não fomos por agência de turismo... a nossa diretora e sua filha foram pessoalmente e, além delas, a própria Pousada tinha monitores para vigiar os alunos [havia outras escolas também].
Nada disso impediu que absurdos acontecessem e muito menos que tentassem acobertá-los.
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Num certo dia 2 adolescentes da minha turma simplesmente DESAPARECERAM. A diretora entrou em pânico!!! Até que eles apareceram com cara de que nada tinha acontecido... O detalhe é que eles tinha sumido com 2 garotas da outra escola. Nem preciso explicar, né...
No mesmo dia eu passei por um stress porque eu e as meninas do meu quarto conseguimos, milagrosamente, trancar todas as chaves dentro do quarto [daqueles quartos que ao fechar a porta ele tranca por fora] e tive que esperar mais de 2h alguém do hotel aparecer com a chave mestra para abrir e eu poder me trocar e ir almoçar.
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Quando, à noite, finalmente os moços apareceram fomos todos jantar no restaurante do hotel. Exclúida da mesa onde estavam a maioria dos meus colegas de classe [havia 2 classes da escola na viagem] fui comer sozinha numa mesa pequena e enchi o prato de creme de milho, iguaria que eu estava experimentando pela 1ª vez. Só que estávamos no verão e em Goiás faz um calor desgraçado nessa época e o restaurante Self Service deixava todos os alimentos expostos, ao ar livre, onde moscas simpáticas vinham sentar e degustar a comida que pretendíamos comer.
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Calor + mosca = comida estragada!
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No dia seguinte acordei passando mal. Segurei a ânsia de vômito até que as meninas acordassem e saíssem do quarto. Quando elas finalmente saíram levantei, pus um "não pertube" na porta e fui vomitar no banheiro e tomar banho. Passei quase o dia todo na cama, até que uma amiga veio ver porque eu ainda não tinha saído... Foi aí que decidi ligar pra minha mãe e ela me disse o que fazer, comer e beber para parar ou diminuir a ânsia de vômito e a diarréia.
Só aí alguém teve a brilhante idéia de avisar a diretoria.
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Para minha surpresa a nossa querida diretora [irônica mode on], ao invés de mandar me levarem direto para o médico da Pousada [se é que tinha algum] ou ao hospital mais próximo, se conteve em simplesmente me dar uma bronca por ter ligado para a minha mãe.
Sim, isso mesmo!
Não fizeram nada a respeito, exceto temer serem responsabilizados por ninguém ter dado falta de mim até depois do meio-dia.
Por sorte eu melhorei sozinha e continuei bem nos 2 próximos dias da viagem. Mas até hoje o cheiro de milho me enjoa.
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Além disso aconteceram outras coisas, como uma garota da outra classe que ficou bêbada até desmaiar e com várias testemunhas. Eu não sei até hoje como serviram altas doses de bebida alcoólica para uma adolescente sem pedir a identidade [mesmo que ela parecesse mais velha].
Para alguns pode parecer algo divertido e pode parecer que eu sou uma rabugenta... mas isso é sério! Ela quase entrou em coma alcoólico... E as pessoas, incluindo os adultos, só se dão conta da seriedade dessas situações quando alguém morre e alguém é processado pela Polícia Federal... como está acontecendo agora!
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Por isso quando eu vi a reportagem sobre a garota que morreu voltando da Disney imediatamente eu pensei: podia ter sido eu, 10 anos atrás!!!
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Por isso também resolvi fazer esse post e deixo um alerta aos papais e mamães que mandam seus filhos adolescentes em viagem longas e distantes com excurssões ou escola: fiquem de olho!
Não confiem plenamente na agência e nos monitores!
Aproveitem a era da tecnologia [que na minha época não era tão avançada] e ligem pelo menos 1 vez por dia para o celular de seus filhos para saber como estão, mesmo que eles não gostem.
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E um alertas aos adolescentes que forem nessas viagens: liguem para os seus pais caso ocorra qualquer tipo de problema: eles têm o direito de saber e são eles que tem meios legais de garantir seu bem estar, se for necessário!
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As meninas que estavam na viagem junto com a garota que morreu dizem que os agentes tentaram de todas as formas esconder o estado dela, para que pudesse embarcar no avião e que mandaram elas se maquiarem para parecerem saudáveis. Eu não duvido nem um pouco, porque passei pelo mesmo tipo de negligência!!!
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Não devemos nos apavorar e proibir todos os adolescentes do mundo de viajar!
Viajem... mas fiquem alertas!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sobre Séries [Cinema e Livros]

Olá... fui comentar agora o texto do Fabio Barreto, Trilogia ou Cinesséries?, em seu blog o SOS Hollywood, e acabou ficando longo demais [eu e minha boca grande e meus dedos longos].

Então achei que valeria a pena postar o comentário aqui como um post [até porque estou sem tempo para postar ultimamente]. Então, leia o Trilogia ou Cinesséries?, de Fábio Barreto e Otávio Almeida - do blog Hollywoodiano - e depois continue a ler esse post, ok?!

Nem tem muito o que debater, vocês disseram tudo...

Mesmo para os fãs mais ardorosos do gênero, a falta de criatividade de Hollywood está cansando... e vou mais além... não só de Hollywood, mas também do universo literário.
Se estabeleceu um padrão: Fantasia & Ficção dá dinheiro, vamos explorar até a última gota!
Vide "Eragon" e "Crepúsculo", que não são nenhuma obra prima, mas vendem como água entre a garotada. E mal começaram a vender nas prateleiras, Hollywood já comprou a idéia. Para os adolescentes pode ser uma festa e tanto... mas para cinéfilos e leitores mais maduros que já aturam isso há uns 10 anos [quando os tais adolescentes só tinham entre 2 e 7 anos], a crise de criatividade se torna gritante! Até os eventos andam repetitivos, exceto pelo fato que há cada vez mais adolescentes e desconhecidos [para aqueles que frequentaram desde o início].

Algumas das adaptações, releituras e etc. citadas foram bem sucedidas, como "Batman" e "Star Trek". Atraiu um público novo, que talvez antes não gostasse dos mesmos [EU!] e ao mesmo tempo fez os fãs antigos se agitarem de novo.
Porém outros já não foram tão felizes... e, na verdade, eu chamaria de desperdício mesmo. E temos também as continuações de filmes que foram bem sucedidos. Por mim "A Múmia" podia, e devia, ter parado no 2º... pois o 3º foi fraco e sem graça. Extremamente decepcionante! "Piratas" também devia parar por aí... Vai começar a ficar forçado. Aliás, o 2º já foi forçado, o 3º foi o que salvou a "cinessérie".

O que me assusta, como público, não é o excesso de produções do gênero F&FC, mas a quase inexistência de roteiros originais. Praticamente tudo que se vê pode ser encontrado numa livraria, numa banca de jornal ou em uma lan house. Mais da metade do público já sabe o que vai acontecer. A expectativa recai exclusivamente sobre o ponto de vista do diretor para contar aquela história e onde eles vão errar [partes importantes subitamente limadas, deixando a metade leiga da platéia "boiando"].

E é por tudo isso que tenho muito medo de "O Hobbit" que está por vir...
Aliás, nem mesmo Tolkien escapa... Embora SdA seja uma trilogia fechada, também é recheado de "spinoff" [maneira de dizer]: O Hobbit, Silmarillion, Contos Inacabados, Cartas, etc... Não que tenha sido a intenção do Professor... Mas mostra que, afinal, nenhuma trilogia é completa e perfeita! rs.

Xi, falei demais pra variar...

Um Abraço,
Cris
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E só 2 adendos sobre o que esqueci de incluir nesse comentário:

1º Embora George Lucas, fazendo "Star Wars", renascer das cinzas tenha reavivado esse mercado de FC & F e suas adaptações e continuações descontroladas... Os novos filmes também formam uma trilogia, aliás não à toa é chamada de "Nova Trilogia".
Mas sim, ele é culpado, de qualquer forma, pela existência do Universo Expandido que nada mais é do que o caminho contrário do que Hollywood faz agora: a história do cinema foi adaptada para HQs, Games, RPG, Livros [novelizações] e etc...

2º Eu acho que "Harry Potter" não se encaixa na mesma categoria de continuações feitas à toa. Primeiro porque os 7 livros contam uma história só, apesar de haver "Quadribol Através dos Tempos", "Animais Fantásticos e Onde Habitam" e "Contos de Beddle, o Bardo", que poderiam ser chamados de spinoffs... Mas os filmes só tratam os 7 livros. É interessantes fazer um 8º filme porque será o 7º dividido em dois, para contar da melhor forma possível [ou assim esperamos] o final da saga [que convenhamos, não foi lá essas coisas...].
Particularmente, acho que desde o 4º já poderiam ter feito isso, por serem livros bem mais longos e difíceis de adaptar que seus anteriores.

Agora sim, acho que acabei.
Ufa!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Bazar da Pechincha - Parte 1

Esse post não tem nada a ver com o que eu pretendia postar, mas blz... Estou usando todos os meios possíveis para divulgar: estou querendo vender meu PC e minha Câmera Digital [amadora] e provavelmente venderei mais algumas coisinhas mais pra frente.
Por hoje, aí vai a propaganda da Câmera:

Vendo Câmera Digital: R$ 100,00

Kit Completo [na caixa]: Câmera, Correia, Cabo USB, 1 Par de Pilhas Alcalinas, CD-ROM, Cartão de Memória, Manual (Inglês, Espanhol, Alemão e Francês) e Formulário de Registro.

Especificações: Marca Olympus, Modelo D-395, 3.2 Megapixels, Zoom Digital 2.5x, Memória 16 MB, Monitor Cristal Líquido 1,5”.

Fotografa e Filma, Produto Importado, Ótimo Estado de Conservação, Ideal para Crianças.

Por que ela é ideal para crianças pequenas???

Provavelmente você deve ter em casa uma câmera digital entre 8 megapixel e 12 megapixels que deve ter lhe custado entre R$ 700,00 e R$ 1.000,00... Se tiver filhos pequenos, com certeza sabe que as crianças estão cada vez mais espertas e se interessando cada vez mais cedo por tecnologia. Porém, elas não tem ainda muita noção de cuidados, manutenção e muito menos de dinheiro!

Então, se você beira a ter um infarto toda vez que seu filhinho ou filhinha de até 6 ou 7 anos pega sua câmera para "brincar", que tal dar a ela uma câmera com a qual ela possa brincar à vontade e assim você corre menos risco de ir parar no hospital em breve???

Além disso ela é muito fácil de manusear e descarregar no computador!

domingo, 19 de julho de 2009

Post de Aniversário

Hey polvo!!!
Quem diria... este bloguizinho aqui está fazendo 1 ano!
Eu nunca achei que chegaria tão longe... Aliás, nem sei o que me deu para criar um blog, já que é algo que eu nunca quis foi ter um blog. Mas, no fim das contas acabei me empolgando com a idéia e gostei e continuei... e cá estamos...
Fiz alguns colegas blogueiros e me diverti muito na blogosfera!!!
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Que venham muitos outros anos!